EXPOSIÇÃO CONSTRUIR COM TERRA NA AMÉRICA LATINA

 IV Bienal Internacional de Arquitetura
São Paulo, 20 de novembro de 1999 a 25 de janeiro de 2000
Patrocínio: HSBC
Apoio Cultural: ILAM - Instituto Latino Americano

Em 1999 participamos da IV Bienal Internacional de Arquitetura, em São Paulo, com a exposição "Construir com Terra na América Latina.

O propósito da ABCTerra na exposição da IV Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, é direcionar o debate a um âmbito populacional mais amplo – e, por isso, pensamos na América Latina. A questão é buscar a idéia da integração entre os povos irmãos, através de um tema que é o da construção com TERRA CRUA. Sabemos que 60% da população mundial vive em moradias de terra e reconhecemos que esse número, em nosso continente, aumenta consideravelmente. Portanto, interessa-nos a interação, a integração e também o posicionamento que esse discurso pode provocar – e principalmente, a possibilidade de fortalecimento do nosso bloco na América, frente aos demais grupos, que se constituem nos contexto da globalização: Comunidade Européia (CEE), Estados Unidos e Canadá (NAFTA), o Japão e os chamados "Tigres Asiáticos" (ASEAN).

 A idéia é ensaiar um tipo de eficácia, que se propõe solucionar problemas comuns: o grande déficit habitacional, e também o abandono do patrimônio histórico arquitetônico, o que representa um atraso e um esquecimento das técnicas tradicionais de construção, embotando o próprio desenvolvimento cultural.A ABCTerra quer investir na idéia de uma integração do nosso continente, através do reconhecimento daquilo que é comum e do que é singular em cada um desses países na questão de técnicas construtivas tradicionais de terra crua. Nossas taipas e tapías, nossos adobes, nossos pau-a-piques, nossos rebocos. Para instituir essas trocas, temos algo nas mãos: um privilegiado manancial de recursos naturais na nossa superfície, dos quais a terra ocupa lugar principal. Também óxidos de ferro, diversas argilas e areias, caulinitas – que fizeram o nosso patrimônio conhecido, hoje fragilizado pela ausência de cuidados e até do conhecimento dos próprios habitantes. A intuição de trocar experiências e conhecimentos expressos e impressos no território e na cultura polifônica é a meta de uma mostra que busca dialogar com os povos vizinhos, sejam eles usuários ou profissionais – direcionando expectativas, instaurando identidades e paralelismos, e construindo novas relações e caminhos.

Voltar